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mai/25 quero a menor parte, a mais assimétrica, vezes posso querê-la completa, vezes posso querer que complete… …me acerte, me aceite, me deixe: deitar contigo fim de semana a dentro, ao centro ou aos extremos, sei que é um sopro.                                nem todos os livros lemos                                 a tempo. desejo não fazer sentido, ser entendida pelas beiradas, quero falar por metáforas, atravessar a palavra. quero não fazer nada. dentre prosas e piadas, pegar a estrada sem despedida, pela primeira vez na vida fluir despercebida. a menor parte, raramente escolhida, lapidada, encolhida, até sumir de vista. dentre escritores e artistas, ser mar a perder de vista, ser vista a perder de mar, ser incapaz de amar… mais uma vez – pela última vez dizer talvez e me tornar certeza, comer sobremesa, sentir o sol e ...
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alerquinal devaneio escrevo, pois respiro e no intervalo atômico entre os caracteres é onde mora a (in)cons-ciência ; escrevo, pois sinto as versões-de-mim-cá-dentro querendo sair do peito em formas curvilíneas nos atos de desespero; escrevo, pois desejo captar o instante e quando o capto, ele já outro, e outro, e outro, me encanta observar os instantes que se desfazem para se refazer, ao passo em que me assusta. gosto da metáfora, do que está completo-pela-metade, da volta que faz a palavra, de ler em voz alta, de escrever à luz baixa. este blog nasce da necessidade de reunir minhas poesias&fluxosdeconsciência&prosas em um só lugar, pois há muito já perdido! foram-se embora inspirações, levando junto pequenos fragmentos do que fui, cacos de mim, sabe-se lá para onde! longe, é o fato. não quero mais perder, hei de construir meu vitral, de modo a lembrar de mim. os escritos aqui irão datar de variados anos, o que eu for encontrando, e o que eu for compondo. um bom tempo atrás ...