alerquinal devaneio
escrevo, pois respiro e no intervalo atômico entre os caracteres é onde mora a (in)cons-ciência; escrevo, pois sinto as versões-de-mim-cá-dentro querendo sair do peito em formas curvilíneas nos atos de desespero; escrevo, pois desejo captar o instante e quando o capto, ele já outro, e outro, e outro, me encanta observar os instantes que se desfazem para se refazer, ao passo em que me assusta.gosto da metáfora, do que está completo-pela-metade, da volta que faz a palavra, de ler em voz alta, de escrever à luz baixa. este blog nasce da necessidade de reunir minhas poesias&fluxosdeconsciência&prosas em um só lugar, pois há muito já perdido! foram-se embora inspirações, levando junto pequenos fragmentos do que fui, cacos de mim, sabe-se lá para onde! longe, é o fato. não quero mais perder, hei de construir meu vitral, de modo a lembrar de mim.
os escritos aqui irão datar de variados anos, o que eu for encontrando, e o que eu for compondo. um bom tempo atrás (comecei a escrever em 2014), eu tinha certo receio de publicar poesias e ser plagiada, mas acredito que nestes dias as pessoas preferem plagiar outros tipos de coisas, hahaha. com a IA, o ditado "nada se cria, tudo se copia" (Abelardo Barbosa) nunca foi tão "real".
por fim! o começo,
GABZ.

Comentários
Postar um comentário
insira seus devaneios aqui: